Pequenas empresas, grandes gestores

O que faz um gestor ser grande, definitivamente, não é o tamanho da sua empresa. Há gestores maiores do que elas e, da mesma forma, há empresas maiores do que seus gestores. Você com certeza sabe dizer o porte da sua empresa, mas será que consegue dizer se sua gestão, ou seu gestor, tem a mesma dimensão que ela? Refletir sobre isso vai ajudá-lo a tomar decisões estratégicas para o futuro da empresa e para o futuro da sua própria carreira.

 

O tamanho de uma empresa não determina seu sucesso.

 

Fale a verdade, quando ouvimos “é uma empresa pequena”, automaticamente desenhamos na nossa cabeça um cenário de improvisação, gestão amadora e uma boa dose de desorganização e quando ouvimos “é uma empresa grande” o cenário que vem à mente é uma sede bonita e organizada, muitos funcionários e uma diretoria engravatada.

 

Quando eu me graduei em Administração de Empresas há mais de 20 anos, meu objetivo era trabalhar nas grandes e hoje, quando converso com jovens em busca de oportunidades, ainda vejo que esta é a meta para muitos. Claro que nos dois cenários — pequenas ou grandes — há ônus e bônus, mas o status quo de fazer parte das grandes desequilibra a escolha e agrega ao currículo, não é mesmo?

 

Porém, assim como no ditado popular “tamanho não é documento”, o porte da empresa não é fator determinante para o seu sucesso. Por norma, todas as grandes já foram pequenas um dia e o espírito empreendedor de seus fundadores as fizeram crescer e se consolidar no mercado. Histórias como a dos empresários: Alberto Saraiva do Habib’s, Salim Mattar da Localiza, Luiz Seabra da Natura e tantos outros, são exemplos disso: grandes gestores que fizeram seus pequenos negócios transformarem-se em grandes empresas.

 

Na contramão disso, grandes empresas sumiram ou encolheram de tamanho devido aos erros estratégicos de seus gestores. Falta de visão de mercado e de inovação levaram gigantes mundiais como a Kodak, a Blockbuster e a Nokia, à lona.

 

Em outros casos, e tenho certeza que você conhece algum exemplo assim, audaciosos herdeiros assumiram a gestão de empresas bem-sucedidas e consolidadas e as levaram à falência por pensarem que o tamanho do negócio herdado seria suficiente para mantê-lo nos trilhos do sucesso. Erro fatal! O tamanho da empresa não consegue encobrir a incompetência do gestor por muito tempo. Aliás, a relação é justamente oposta: grandes empresas sucumbem, sim, pela inabilidade de quem decide por elas.

 

“Gestores pequenos” não conseguem transformar seus negócios em grandes empresas.

 

Se eu estivesse saindo da faculdade agora, prestaria mais atenção ao tamanho do gestor do que ao tamanho da empresa. Isso parece fazer mais sentido quando o que se busca é uma oportunidade de desenvolvimento e ascensão na carreira.

 

Nos últimos anos tive a felicidade de conhecer e conviver com empreendedores incríveis que, mesmo à frente de micro e pequenas empresas, mostraram-se grandes. As atitudes comuns entre eles são o desapego para delegar, mudar e compartilhar decisões; a liderança para inspirar o time; o aprendizado contínuo para dar conta do cenário que muda o tempo todo e a perseverança, porque um empreendedor de sucesso não pode ter medo de errar.

 

O que os faz grandes, no fim das contas, é justamente o desafio de começar pequeno. Talvez esteja aí o equívoco de quem acredita que ocupar um cargo numa grande empresa seja o suficiente para torná-lo um super gestor. Um dos efeitos colaterais disso é a construção de uma carreira medíocre.

 

Para concluir: não se acomode. Seja um grande gestor sempre, porque o tamanho da sua empresa não irá ofuscá-lo!

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no twitter
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email

CONFIRA

MAIS ARTIGOS

COMENTÁRIOS

Deixe uma resposta