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Inovar é preciso, mas com propósito e resiliência

Propósito, inovação e resiliência são as palavras que resumem as mais de 12 horas do seminário Empreende Brazil que aconteceu no último sábado, quando empreendedores discorreram sobre as trajetórias de suas carreiras. Do case incontestável de sucesso do primeiro unicórnio brasileiro – a 99 Táxi, startup que alcançou o valor de 1 bilhão de dólares –, até uma empresa local com mais de 20 anos de atuação que precisou reinventar seus processos para sobreviver, foram, principalmente, propósito, inovação e resiliência que sustentaram e impulsionaram seus negócios.

Primeiro, o propósito de vida do próprio empreendedor. Quais suas maiores habilidades e como transformá-las em um negócio que possa gerar valor às pessoas e renda para si mesmo. Talvez o mais difícil aqui não seja descobrir suas habilidades e o que faz seu coração vibrar, mas, sim, ter a coragem de enfrentar e romper os padrões da sociedade para fazer aquilo que realmente dá sentido à própria vida.  Depois, criar um negócio com propósito e com uma cultura que seja capaz de engajar outras pessoas e formar uma equipe de excelência.

Quando falamos em “criar um negócio com propósito”, precisamos refletir sobre uma questão fundamental: qual problema minha empresa resolve? Quando o foco é na solução do problema das pessoas, e não no produto ou serviço, é possível criar modelos de negócios diferenciados e com crescimento exponencial. Como aquelas startups que resolvem questões macro da sociedade, como mobilidade, empregabilidade e inclusão social, impactando milhares de pessoas.

Mas, e para a minha empresa que não é uma startup dessas, vale a mesma reflexão? Vale! Basta você pensar qual problema a sua empresa resolve e para quem, que você será capaz de melhorar significativamente sua entrega de valor ao mercado, deixando de apenas vender produtos ou serviços e passando a entregar soluções. E agora já estamos falando em inovação, que não é apenas criar produtos que ainda não existem, mas também “fazer algo como não era feito antes” e então, diferenciar-se dos outros.

Quem não inovar vai ficar fora do mercado. Já está ficando. A tecnologia está mexendo em todos os setores, inclusive nos mais tradicionais, nos levando a repensar nossos modelos de negócios. Mas ela é apenas um meio, uma ferramenta. “Os negócios são feitos por pessoas e para pessoas e o sucesso depende de estratégia, equipe de excelência e uma cultura que engaje”, disse Mario Almeida, diretor de Transformação Digital da TOTVS.  Isso significa que inovação no nosso negócio pode ser reinventar nossos processos comerciais, a maneira como formamos nossas equipes, a metodologia que utilizamos para pensar estrategicamente. O fato é que não dá para ficar parado.

Tem muita coisa que cabe na trajetória de um empreendedor, inclusive, os fracassos. Ter uma boa ideia não garante o sucesso. Ela precisa estar acompanhada de uma boa execução. E nesse caminho entre a boa ideia e a melhor execução possível é que residem todos os problemas que os empreendedores enfrentam: burocracia, falta de recursos, crise política, concorrência, falta de apoio, descrédito. Mas também é nesse caminho que nasce a resiliência que faz com que eles se levantem, se adaptem, se reinventem e sigam firmes em direção ao propósito que traçaram para a vida.

 

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