Nunca imaginei ver a Terra PARAR. A globalização tem disso também. Quarentena, Quaresma, enfim, tempo de isolamento, tempo de olhar para dentro. Dentro de nós, dentro de nossa casa, nossa família, nossa cidade, nosso Estado, nosso País e do mundo. Mesmo que por imposição, é tempo de cuidar do meu EU, da família, da casa e do outro. Que loucura! Fechar fronteiras, fechar lojas, fechar indústria, fechar escolas e fechar nossa casa.
Seremos obrigados a pensar em nós e no semelhante. E nada é por acaso, se temos que aprender com a dor, que seja a melhor lição. Sim, sempre tento tirar alguma lição de tudo.
Esse tempo está nos fazendo aprender a interagir mais um com o outro e, por enquanto, tem servido para refletirmos sobre como estamos levando a vida. O consumo das coisas, as relações com nossos vizinhos e amigos, a relação com a vida e com a FÉ. A tecnologia é excelente, mas aprendi que não substitui o olho no olho. Que falta do contato físico, do abraço, do aperto de mão, esse afago é essencial para a sanidade mental. Os pequenos e os idosos, assim como a gente, têm que se adaptar. APRENDER a depender, a parar, a respirar a silenciar.
Primeira grande lição: “ Nunca está tudo perdido”, temos que confiar, recriar, reaprender e fazer! Construir do nada se preciso for. A sala de aula vazia, as empresas vazias, as ruas vazias. Que tal esvaziar a mente? Meditar para acordar mais consciente, para unir o conhecimento, a tecnologia e a espiritualidade, para aprendermos a SER. Revisar seu projeto pessoal, a nossa missão. Como posso ser melhor?
Através desse isolamento, vamos experimentar estabelecer conexão com o SER Superior, com a natureza, integrando as diferentes gerações.
Nossa, quantos ensinamentos!
Valores
Valores como sustentabilidade, sobrevivência, informação cientifica estão como base de construção dessa experiência para interagir comigo mesmo. Como tudo na natureza, desenvolvendo segundo um ritmo próprio. Aflorar a consciência é o objetivo, talvez a forma encontrada por essa epidemia para ensinar aos cegos, nós, como enxergarmos nosso interior em meio a correria do dia a dia.
O que sentimos, qual o meu valor, o que posso fazer? Como estou e, principalmente, o cuidado com o outro.
“Quando passamos pela vida sem consciência, ficamos à mercê do acaso. E o que é pior, recriando, e novamente recriando, as mesmas experiências numa total ignorância da lei de CAUSA E EFEITO, ou a mesma lei no mundo da física, PARA CADA AÇÃO EXISTE UMA REAÇÃO. Dessa forma, a nossa vida se assemelha a uma porção de folhas soltas, que não fazem sentido entre si”. Diz a sábia terapeuta Elsbeth Willecke. “Já quando trilhamos o caminho de autoconhecimento, de uma forma sólida e confiável, começamos a reconhecer um fio condutor que permeia toda nossa existência. Ele liga todas as nossas experiências num grande aprendizado, único, para cada alma. Nossa tarefa durante a vida é a de tecer nossa própria tapeçaria. Não existe julgamento quanto a este tempo de aprendizado, cada alma tem o seu tempo e o seu ritmo”.
Mas as catástrofes têm essa função. Trabalhar a consciência e autoconhecimento é trazer à tona a HARMONIA e o EQUILÍBRIO que tanto buscamos para viver, e viver BEM. Aproveitemos esse tempo que nos foi imposto para aprendermos conosco e fazermos a diferença quando a roda girar de novo.


