Como ter previsibilidade nos negócios em meio à pandemia

Como empreendedores, a nossa função é antever cenários e preparar as empresas para determinadas situações.
Enxergar um futuro próximo é uma condição necessária para qualquer gestor de um negócio ou empresa. Porém, nota-se claramente que nossas mentes então sendo forçadas ao limite, já que um cenário de incerteza se instalou e está longe de acabar. Altos e baixos fazem parte do processo natural de gestão de um negócio, porém giramos o botão de velocidade para o máximo, e isso nos força a trabalhar com grandes mudanças de cenários em um curtíssimo espaço de tempo.

Ontem, li que os efeitos psicológicos da pandemia já se equivalem aos efeitos psicológicos resultantes da segunda Guerra Mundial, tamanha a desorientação e sensação de incerteza.

Em resumo, mesmo com todo o equilíbrio somado, juntando as esferas física, mental e espiritual, é muito difícil ser otimista o tempo todo quando não estamos no controle, correto? Muitas vezes ainda falta energia e sabedoria para lidar com tudo isso, e temos a sensação que estamos chegando ao limite.

Mas, caros leitores, não quero trazer ainda mais ansiedade e angústia aos vossos corações e mentes, afinal essa é a constatação daquilo que já vivemos.
O que quero deixar claro com esta pequena introdução é a velha máxima que todos conhecem e poucos vivem: que nunca estivemos e que nunca estaremos no controle total das coisas.

Você poderia questionar: mas como assim, então o que adianta todo o trabalho de planejamento, toda a organização, gestão, dedicação e noites de sono mal dormidas? Isso serve para anteciparmos possíveis mudanças, para trabalharmos mais na proação e menos na reação.
Ok, continuando os questionamentos: mas se o botão da velocidade da incerteza está no máximo, ainda assim vale a pena planejar? Não é uma questão de valer a pena, mas essencial para a sobrevivência de qualquer empresa. O que há pouco tempo era um diferencial passou a ser algo indispensável.

Para ampliarmos a nossa visão, imagine quem não tem o hábito de planejar e que está sendo reativo o tempo todo. Como analogia para compreensão do contexto, já que falamos da Segunda Guerra, imagine um soldado dentro de uma trincheira, não sabendo quando vem a próxima reação do inimigo, com pouca munição e sem muito discernimento já que está sem dormir várias noites.

Na realidade temos que entender que o sinônimo de previsibilidade nos dias atuais não está vinculado a assertividade plena em si mesma, mas a entendermos primeiramente o que buscamos e quais caminhos (e são vários!) que podem nos levar ao que buscamos.
Quem planeja vislumbra possibilidades e enxerga o destino, mesmo que não saiba ao certo qual estrada ou condução o levará até lá.

Em resumo, este é só o começo de algo que, na minha opinião, não tem mais volta. A grande sabedoria deste processo é protegermos a nossa mente e trabalharmos na elaboração de cenários envolvendo toda a equipe. Afinal, se buscamos mais energia, temos que utilizar ao máximo o conhecimento coletivo e a observação constante do que está acontecendo fora e dentro da empresa.

E o principal: a franqueza tem um efeito muito maior do que a mentira, tanto no estímulo, quanto na colaboração. Não precisamos mostrar aos outros que somos fortes o tempo todo, mas que precisamos uns aos outros como equipe para superar os desafios e ir em frente.

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