Para evoluir é preciso desconstruir velhos conceitos

Quando observo os profissionais em nossos treinamentos ou no cotidiano dentro das empresas fica cada vez mais claro que somos moldados, em alguns aspectos, pelo ambiente dos círculos de relacionamento aos quais pertencemos e pela cultura vigente dentro das organizações. Nada que já não saibamos.

Neste cenário é evidente que existe um jogo de forças, um ‘cabo de guerra’, uma vez que os nossos princípios nem sempre coincidem com os valores ou práticas instituídas dentro das empresas ou destes grupos.

Isso pode afetar nossa capacidade de liderar, se buscarmos nos adaptar a cultura existente, matando as nossas próprias virtudes. Quando vestimos a máscara do ‘líder ideal’, ou do ‘profissional ideal’, na ideia de sermos aceitos pelo grupo, deixamos de fazer o que é correto. Se acreditarmos que precisamos ser super-homens ou supermulheres para termos valor para a organização ou para o grupo ao qual queremos pertencer, estaremos num caminho perigoso.    

Faço uma provocação: ao invés de gastarmos energia fingindo o que não somos, por que não gastamos energia reavaliando nossos conceitos e buscando uma adaptação real ao contexto ao qual estamos inseridos, caso seja necessário promover alguma mudança?

Um líder tem o dever de ser claro quanto ao que está certo ou errado, seja nele ou na equipe. Apontar falhas e indicar soluções não é apenas parte do trabalho, mas sim uma obrigação moral. É papel do líder criar um ambiente onde apesar da hierarquia exista um esforço conjunto horizontalizado, com apoio mútuo e honestidade. É o vínculo, o ‘pegar junto’ que cria um ambiente de melhora contínua, e não o comando vertical, de cima para baixo.

Pense comigo: a vida não é curta demais para vivermos numa bolha construída por aparências e pré-conceitos imutáveis? Quem tem sabedoria suficiente para entender que é imperfeito, e que isso é uma condição humana, compreende que o segredo não está no 100%, mas no crescimento gradativo e na capacidade de adaptação a novos contextos de trabalho ou de vida. Lembre-se disso quando a autocrítica ou a insegurança apertar. 





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