O que esperar de 2020?

O nosso modelo de comparação é sempre padrão: comparamos a nossa realidade diária com o que é divulgado na mídia. E neste caminho encontramos grandes distorções, já que grande parte do que é divulgado não vem ao encontro do que ‘sentimos na pele’. Mas o que esperar de um novo ano, já que as perspectivas são positivas, mas carregadas de incertezas? Vamos aos fatos:

  • Sabemos que o governo está trabalhando para reverter o processo recessivo de nossa economia, com ajustes dos mais diversos, que influenciarão diretamente no poder de consumo da população e na alta carga tributária imposta às empresas. Na última sexta-feira (13/12), por exemplo, o governo extinguiu a multa de 10% no FGTS em caso de demissões. Esta é uma das ações, além de outras como subsídios tributários para a contratação de profissionais em primeiro emprego. É pouco, sim, mas é um começo!
  • O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da Fundação Getúlio Vargas, subiu 0,5 ponto em setembro, atingindo 89,7 pontos, o maior nível desde março (91,0 pontos). O que isso significa? Que as famílias estão mais otimistas quanto aos níveis de consumo, ou seja, que começam a ter mais confiança em voltar a comprar, investir e se endividar.
  • O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), alcançou 62,5 pontos em novembro. O aumento de 3,2 pontos na comparação com outubro confirma a tendência de crescimento da confiança, iniciada em junho. Cabe destacar, neste mês, a percepção de que a situação da economia está significativamente melhor do que nos últimos seis meses.
  • O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou o patamar de 122,5 pontos em novembro, o maior desde abril de 2019.
  • Além de grandes perspectivas de investimentos por parte das empresas, obras de infraestrutura saindo do papel, novos programas de REFIS para empresas, uma possível revisão tributária saindo do forno, e por aí vai.

Em resumo, apesar dos nossos desafios internos, o Brasil está caminhando lentamente rumo a melhora, uma vez que ações que influenciam diretamente a nossa vida como consumidores e também a saúde das empresas, independente de tamanho e segmento, estão saindo do papel.  

E temos o direito de sonhar com dias melhores, porém não esqueçamos de fazer a nossa parte diariamente, trabalhando arduamente na gestão qualificada das nossas empresas, no planejamento, na geração de informações qualificadas, na gestão das pessoas que são o time responsável por fazer o processo acontecer, na busca por qualificação técnica e comportamental, entre outros aspectos que fazem parte desse pacote essencial para o crescimento sustentável das empresas.  

Como diz o provérbio popular: “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Neste caso, vamos ‘enfrentar o bicho’, fazendo a nossa parte para que o 2020 seja um ano fantástico.





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