Que tal uma briga?

Nunca é tarde para começar uma boa briga, concorda? Calma, não me interprete mal. Essa provocação é para que você compreenda que um líder forte cria um tipo de conflito que é capaz de promover a criatividade, a inovação e a mudança. Muitas vezes, um clima interno onde reina a complacência, onde tudo é sempre aparentemente tranquilo, pode ser um indicador de que as relações estão acima das necessidades. Muitas vezes, um conflito pode potencializar a energia e a criatividade da equipe.

Obviamente nem todo tipo de conflito é saudável para uma empresa e temos que ter em mente que esta briga precisa ter como alicerce um propósito muito nobre. É importante que tenhamos em mente o seguinte: uma briga deve estar concentrada em questões com potencial transformador, em algo que se acredita de verdade, que gere mudanças duradouras e que estimule a equipe.

O conflito deve ser pautado por um olhar para o futuro, esquecendo questões passadas e disputas internas de poder. Muitos líderes adoram distribuir culpas e ficam focados no olhar para o retrovisor. Se for assim, esqueça! Se o olhar não for para modificar o presente e o futuro, entramos no conflito que não é sadio, portanto totalmente destrutivo.

Esse exercício não é fácil de ser aplicado, pois primeiramente lidamos com uma questão cultural. Adoramos avaliar indicadores para descobrir o que deu certo ou errado, e não estou dizendo que isso não seja saudável, mas usamos isso muitas vezes para atribuir culpas e reconhecimentos. Portanto, se focarmos nossa energia na construção do que é possível, que instigue as pessoas a comprá-la e que você compreenda que isso vai trazer benefícios tangíveis, vá em frente, porém lembrando que o segredo de todo o processo é cuidado na abordagem e o respeito as pessoas.





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