Dom, vocação ou dedicação?

Relendo alguns livros e vendo várias Lives nesta quarentena, me peguei questionando minha área de atuação. Desenvolvimento Humano. Pensei: “Preciso me reciclar, olhar para o futuro e ser melhor do que ontem!”

Em meio a tantas mudanças comportamentais e econômicas, uma questão está martelando na minha mente: todos os comportamentos estão mais intensos e os relacionamentos familiares se sobrepuseram aos relacionamentos organizacionais. Temos a chance de fazer excelentes cursos in company de imersão, como por exemplos: trabalho em equipe, análise de tomada de decisões, oratória, organização, criatividade, gestão das atividades, gestão do tempo e polivalência nas tarefas da casa. Excepcional este 'Reality in House’ para desenvolver comportamentos, habilidades e emoções, sentimentos nunca percebidos antes, camuflados na rotina do dia a dia. É maravilhoso usufruir do que até há pouco parecia sonho, como: ficar em casa para fazer aquela faxina; estudar com as crianças; aproveitar uma série com o amor. É certo que em demasia fica chato, pois perdemos o ponto de equilíbrio. Sem contar que nossa liberdade foi abalada, o que é péssimo!

Voltando aos cursos...que aproveitamento fantástico! Na medida em que adaptamos nossos comportamentos e nos esforçamos para CONVIVER e fazer o nosso melhor, o resultado foi incrível! Assim será na retomada das empresas e assim é nosso DESENVOLVIMENTO HUMANO nas empresas.

Por isso o tema é tão fascinante e apaixonante, e foi por isso que o escolhi para minha carreira. Nesta área sempre há desafios e inovações, pois nós, SERES HUMANOS, mudamos sempre: quando muda o tempo, quando muda a cultura, quando mudam as pessoas com quem convivemos, quando chega alguém novo e quando sai alguém da equipe.

Neste momento, precisamos refazer o roteiro, mudar nossa rotina, e todos os profissionais (mesmo quem não parou) tiveram que mudar a ótica e fazer retoques. Contudo, o que mais chamou minha atenção é que muitos optaram por mudar de carreira e, pasmem! Surpreenderam e mostraram que quem quer consegue e faz bem, com dedicação e foco. Não se trata de vocação ou dom. Com treinamento, foco, determinação e muito trabalho somos o que queremos e os melhores na proporção que nos desafiamos a encarar o novo projeto.

Na cozinha, um grande chef precisa ser ‘criativo’; no RH, um profissional precisa ser ‘empático’; na música é vital fazer ‘marketing’ (grandes nomes têm vozes regulares). Enfim, nossa carreira acaba porque ‘a gente só sabia fazer isto e isto não existe mais’. Sim, muitas coisas e carreiras provavelmente desaparecerão após a pandemia e muitas outras novas surgirão. Precisamos nos preparar e buscar novos aprendizados, um novo jeito de fazer o novo.

O RH também precisa rever seus preconceitos com idade e experiência, pois posso ser uma velha em nova carreira com muito gás. Não posso mais descartar o candidato porque ele já teve cargo de gestão e agora precisa retornar na carreira um degrau. Ele pode trazer mais qualidade na função por já ter estado em outro patamar. No momento, há mais possibilidades e necessidades de cargos 'normais' do que de chefia, que também é um cargo (ao meu ver) em extinção. Ficou provado na pandemia que equipes auto gerenciáveis em home office renderam muito mais e que muitas empresas estão pensando em ficar nesse sistema mesmo quando passar a pandemia. Então, dito tudo isso, precisamos pensar no que queremos fazer nos próximos dois anos, focar, estudar e buscar oportunidades para acontecer.

Para mentoria ou desenvolvimento humano em sua organização, fale com a FLORENÇA!

Autor do post: Enedina de Pin, consultora de desenvolvimento humano da Florença





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