Marketing Digital vende ou só gera relacionamento?

Tem muito empresário criticando o Marketing Digital, sob o argumento de que não consegue vender com a ferramenta, apenas gerar relacionamento. Antes de fazer qualquer consideração sobre isso, vamos lembrar de cinco conceitos que são essenciais para compreender o contexto.

O primeiro é justamente o conceito de Marketing Digital. Trata-se de um conjunto de estratégias que as empresas usam por meio de plataformas digitais para comercializar produtos e melhorar a rede de relacionamento. Ou seja, o termo resume todos os esforços de marketing no ambiente online. Para tal, usa-se canais como: blogs, sites, motores de busca, mídias sociais, email entre outros.

Por aí já é possível verificar que o Marketing Digital vai além de um único canal ou estratégia, certo? Então vamos em frente!

O segundo conceito fundamental é o que diferencia Marketing e Comercial. Você achou que era a mesma coisa? Errado! São áreas vitais para qualquer negócio e devem trabalhar juntas, mas a função do Marketing é focar no que acontece antes da venda propriamente dita, tendo como missão atrair a atenção dos usuários de modo a torná-los possíveis clientes. Já o Comercial, ou setor de vendas, trabalha de maneira direta com o cliente, praticando o que foi planejado pelo Marketing ao construir relacionamentos mais próximos e verdadeiros com o público.

Apesar de diferentes na função, ambos servem ao mesmo propósito e lidam com as necessidades do consumidor, ou seja, tentam solucionar dores e desejos de clientes e potenciais clientes.

O terceiro conceito que não pode gerar dúvida é o de Funil de Vendas ou pipeline. Explicando resumidamente, trata-se do conjunto de etapas e gatilhos que dão suporte à jornada de compras das personas em uma empresa. Quando bem desenhado, torna todo o processo de venda previsível e escalável, o que facilita a tomada de decisões relacionadas ao planejamento de marketing.

Por se tratar da representação do caminho que o cliente faz até fechar a compra, o Funil de Vendas começa com o reconhecimento do problema por parte do cliente (topo do funil – tomada de consciência), segue para um processo rápido de consideração e análise (meio do funil – procurando solução), partindo para a tomada de decisão (fundo do funil – fechamento da compra).

O quarto conceito diz respeito ao Marketing de Conteúdo ou Content Marketing. Trata-se da estratégia que envolve o planejamento, a produção e a propagação de conteúdos multimídias com o propósito de atrair, envolver o consumidor e gerar vendas, ou seja, ele ‘abastece’ o Funil de Vendas. A estratégia busca oferecer materiais relevantes com o propósito de aproximar o usuário da marca, mesmo que não estejam diretamente relacionados à venda do produto.

Agora chegamos ao quinto e último conceito que precisamos neste contexto: Inbound Marketing. O Marketing de Conteúdo está inserido no Inbound Marketing. O primeiro utiliza conteúdo para engajar, enquanto o segundo os utiliza com o intuito de converter. O meio usado para essa estratégia é o chamado Marketing Digital.

Trocando em miúdos, o Inbound Marketing é o chamado Marketing de Atração, ou seja, é uma forma de atrair a atenção de potenciais clientes sem correr atrás deles – como no Marketing tradicional –, e vender. É uma forma de captar leads e convertê-los. Os três grandes pilares do IM são o Marketing de Conteúdo; SEO (Search Engine Optimization), também conhecido como otimização de sites (forma de aumentar os acessos); e Estratégia em Mídias Sociais.

Conceitos passados, voltemos ao questionamento inicial: Marketing Digital vende ou só gera relacionamento? Vende, mas para isso é preciso compreender o potencial da ferramenta que se tem em mãos, trabalhar muito na estratégia a ter cadência nas ações. Há alguns anos, quando só tínhamos acesso ao Outbound Marketing (mídias off-line), pequenas empresas nem podiam pensar em profissionalizar o Marketing por falta de orçamento. Hoje, na era digital, qualquer negócio pode ter sucesso em vendas no mundo virtual, basta fazer a tarefa de casa bem-feita.

 



Autor do post: Danielle Fuchs, diretora e designer de conteúdo da Fuchs Comunicação Estratégica.



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