Fusões e Aquisições, tendência mundial para redução de custos e potencialização de resultados

É explícito no mercado atual a quantidade de aquisições e fusões ou até mesmo consulta entre empresas para uma futura incorporação, mas essa tendência vem se intensificando na última década e o motivo é simples: a busca de melhor rentabilidade. Além dessas operações vemos também a formação de Joint Ventures com o mesmo objetivo. Neste artigo listamos cinco fatores importantes que motivam essas operações:

1- Poder da Marca

Um dos maiores custos de um produto de consumo em massa é o marketing. O consumo é intensificado pelo nome e valor da marca, porém a concorrência faz com que se aumentem os custos com mídias mais poderosas, encarecendo o produto. O poder de barganha com a aquisição ou a anulação de marcas concorrentes torna as sondagens de negociação atrativas e frequentes.

2- Concorrência

Com a globalização e a tecnologia é possível uma empresa criar, copiar ou ainda melhorar muito um produto semelhante ao de uma grande marca, focando um mercado regional, a exemplo das cervejas artesanais. É muito comum surgirem novas marcas a cada ano. Essa concorrência pode chegar a ser desleal se considerarmos grandes custos industriais, marketing, logística etc.

3- Logística

Talvez o item mais importante para fabricantes de produtos físicos, quando uma empresa tem a intenção de realizar uma fusão ou aquisição de outra. É comum a avaliação dos canais de distribuição e expertise logística de modo a diminuir os custos com fretes além de diminuir os investimentos em infraestrutura que impactam no retorno já esperado para determinada região.

4- Expansão

Quando uma empresa não possui prestígio abrangente com o seu consumidor, é comum buscar parceria com outra empresa para potencializar seus resultados de marketing, devido a exigência de investimentos em propaganda, muitas vezes em esfera maior que sua capacidade. Para atendimento ao aumento de demanda, busca-se uma infraestrutura já consolidada para levar o produto até o consumidor.

5- Custo financeiro

Empresas estrangeiras ou que operam internacionalmente irão buscar maior retorno dos investimentos. No caso, países emergentes tem uma boa atratividade pela prosperidade em seu crescimento. Empresas nacionais possuem um custo de captação para investimentos muito elevado em comparação aos que operam internacionalmente, podendo assim, existir sinergia para união em virtude da atratividade do fomento.

A tendência para essa década é a de grandes empresas se tornarem ainda maiores, a exemplo Boeing e Embraer que recentemente firmaram um acordo de fusão, tornando-as mais competitivas no mercado de aviões e jato.

Diariamente podemos acompanhar no mercado propostas de negociação entre empresas, gigantes de setores, todas sob a análise de órgãos reguladores dos países envolvidos, e o que parece é que o índice de rejeição dessas operações vêm diminuindo. Esse fato ocorre porque o objetivo é reduzir custo e não promover ágio para o consumidor por falta de concorrência.

Exemplos de órgãos Reguladores pelo mundo:

Brasil

Secretaria de Direto Econômico (SDE), do Ministério da Justiça;

Secretaria de Acompanhamento Econômico (SEAE), do Ministério da Fazenda;

Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), autarquia vinculada ao Ministério da Justiça e instância judicante administrativa

Estado Unidos

Investigação e a aplicação da legislação antitruste são feitas por dois órgãos governamentais.

São eles:

Divisão Antitruste (Antitrust Division) do Departamento de Justiça dos Estados Unidos;

Comissão Federal de Comércio (FTC) – órgão independente.

Europa

(CE) Comissão Europeia Antitruste



Autor do post: Luis Henrique Lenzi Bernardino, auditor e consultor da Florença Empresarial



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