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Que carreira você seguiria se não precisasse de dinheiro?

Nenhuma escolha precisa ser para sempre. Em todas as idades é possível mudar e recomeçar. Mas isso não soa tão simples quando se está no olho do furacão, pressionado a decidir por um caminho e abrir mão de tantos outros, como na escolha da profissão, por exemplo. Muitos jovens estão atravessando essa fase exatamente agora, concluindo o ensino médio, às portas da universidade e sentindo toda a pressão da família, da sociedade e deles mesmos para fazer a escolha certa. Mas o que é a ‘escolha certa’ num mercado de trabalho que está passando por profundas transformações por conta da revolução digital e suas inovações?  

Decidir por uma profissão nunca foi fácil, mesmo quando as mudanças no mercado de trabalho e na sociedade não aconteciam com tamanha velocidade como agora.  Há 25 anos, quando a minha geração estava entrando na faculdade, tinha como perspectiva real o fato de fazer carreira numa única empresa. Hoje, segundo especialistas na área, o cenário é que 50% dos empregos atuais deixem de existir até 2030 e 65% dos empregos que a Geração Z (pessoas nascidas entre 1998 e 2010) terá, pasmem, nem existem ainda!

O certo é que independente do cenário, a escolha da profissão passa pelo alinhamento de duas questões fundamentais: o sonho e a independência financeira. Trabalhar naquilo que dá prazer e que ao mesmo tempo garanta o próprio sustento seria ideal, não é mesmo? Porém, fechar essa equação implica em colocar emoção e razão na balança e nem sempre a decisão é tão óbvia. Muitas pessoas passam a vida inteira tentando equilibrar isso e não conseguem, o que causa frustração, ansiedade, tristeza.

Se você está atravessando por esse momento agora ou conhece alguém que esteja, seguem algumas dicas para ajudar na escolha:

  • Comece refletindo sobre seus talentos e interesses específicos. Naturalmente, nossas habilidades nos aproximam de certas profissões e nos afastam de outras. Uma mesma habilidade pode se encaixar em diversas carreiras diferentes. Por exemplo: se você escreve bem e com facilidade, pode optar em ser professor, advogado, jornalista, tradutor, escritor. Seu talento é o diferencial para muitas profissões. Pense nisso.

 

  • Agora, como definir entre tantas opções diferentes de cursos? Acrescente outros critérios no processo decisório, como: grade curricular, concorrência no vestibular, condição financeira para bancar o curso, oferta de emprego na área, remuneração e outros pontos que possam fazer sentido para você. Busque conversar com alguém que já esteja fazendo o curso para conhecer um pouco mais.

 

  • Ainda está com dúvida? Procure conversar com alguém que já exerça a profissão para entender melhor como é o dia-a-dia, a rotina de trabalho e os desafios. Se der para fazer um estágio na área ou acompanhar o trabalho dele por um tempo, melhor ainda. Geralmente a prática tem nuances que a vida acadêmica não consegue simular.

 

  • E a dica que eu considero a mais importante: e se não existisse dinheiro, você realmente trabalharia nisso? Ninguém investe numa carreira para ter um desempenho mediano. Só conseguimos reconhecimento e realização quando trabalhamos com o que realmente gostamos. Viemos ao mundo para dar e fazer o melhor através dos nossos talentos. Não desperdice isso.

 

Caso você ainda precise de ajuda para dar o primeiro passo rumo à carreira, conte conosco. Podemos orientá-lo nesse processo. Mas lembre-se: sempre é possível mudar e recomeçar. Boa sorte!

Autor do post: Adriana Moser, consultora, coach e diretora da Florença Empresarial

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