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Gestão: o que podemos esperar de 2018?

Primeiramente, desejamos votos de um excelente 2018! E que neste processo de busca por excelência – que está relacionado a fazer melhor e com mais qualidade –, possamos jogar no mesmo ‘saco’ tudo o que está relacionado a nossa vida: aspectos pessoais e profissionais em todas as suas condicionantes, sejam elas materiais, emocionais, espirituais ou outras.

Tudo indica que este será mais um ano complexo no contexto econômico e político, pois estamos em um lento processo de recuperação econômica, em um ano recheado de eventos que acabam tirando o nosso foco, como a tão esperada Copa do Mundo de Futebol e a não tão esperada Eleição para Presidente e principais cargos políticos. Enfim, 2018 passará voando e poderíamos até antecipar: Feliz 2019!

Será um ano extremamente dinâmico e, neste contexto de retomada gradativa da economia, é inevitável que todos façam o dever de casa. Por mais que o sentimento seja de revolta por tudo o que está acontecendo a nossa volta –, falando neste caso do que está relacionado ao governo e aos governantes do nosso país –, temos muito o que fazer, principalmente no aspecto profissional.

Nossas empresas precisam mais do que nunca de profissionais com qualificação técnica e comportamental que tenham visão de dono, ou seja, que empreendam esforços como se a empresa fosse deles, buscando não só executar com a máxima dedicação, mas ajudando a pensar em como maximizar os processos internos em busca de crescimento em todos os aspectos.

E neste contexto, avaliando o quadro atual da maioria das empresas, temos excelentes realizadores – no contexto de quem faz acontecer –, mas temos uma grande dificuldade de encontrar quem pense e repense o negócio, as ações, os mecanismos de venda, outras formas para melhorar os controles, tudo o que for necessário para que a empresa possa se moldar às novas tendências de comportamento e consumo. Avaliando esse aspecto, estamos enfrentando um problema seríssimo nas empresas: se conhecimento técnico hoje é commodity, por que temos tanta dificuldade para encontrar profissionais qualificados? E se conhecimento é commodity, disseminado e de fácil acesso, por que os profissionais não se preparam para o futuro?

Agora vamos para a parte difícil dessa história: e as competências comportamentais? E a busca do autoconhecimento necessário para avançar em todos os aspectos? Estou falando de aspectos relacionados a liderança, comunicação, adaptabilidade, pro-atividade, motivação, entre outros. Como as empresas ‘suam a camisa’ para encontrar estes profissionais.

Não estou dizendo que o comportamental esteja acima do técnico (caráter está), mas que é essencial à busca do entendimento de que a soma destes conhecimentos é que molda excelentes profissionais. Mas tudo isso exige investimento, tempo, coragem e determinação. Quem está disposto a fazer isso, a mudar, a quebrar paradigmas e, principalmente, a refletir? O mundo imediatista de hoje leva você na contramão da reflexão, mas é você quem determina o rumo da sua vida, não é?

Para os profissionais que possuem ambas as habilidades, como fazer com que estes colaboradores utilizem todo o seu potencial? Este quadro de incertezas gera um certo pânico, uma certa inércia, nos levando a esquecer que temos pérolas dentro de casa que precisam ser lapidadas à cultura da empresa e ao que ela necessita de fato.

Não existem respostas prontas para muitos dilemas da vida empresarial, mas quem está à frente do negócio precisa observar mais e melhor, precisa se dedicar às questões que realmente importam para o negócio. Vender mais é importante, mas antes disso existe a necessidade de avaliar o perfil do colaborador que está à frente deste processo e também todos os mecanismos de controle e gerenciamento destas ações. As empresas precisam reduzir seus custos de produção, implantando técnicas de gestão e controle eficientes, porém antes mesmo de revisar processos é importante avaliar o time, a sua qualificação, o seu grau de motivação e engajamento. Mudar processos é a parte mais simples. Mudar a cultura leva tempo, determinação, visão, acompanhamento e entrega. E sem nenhuma dúvida é isso que gera resultados e mudanças perenes.  

Gestores, 2018 será o ano da mudança na sua empresa! Não espere o mercado direcionar a sua empresa para a direita ou esquerda, como um barco à deriva. Reflita com sinceridade todos os pontos fracos, fortes, ameaças e oportunidades do seu negócio. Ouça mais, busque conselhos para amplificar sua linha de raciocínio, tenha bons parceiros que se preocupem de verdade com a sua empresa e principalmente: redirecione o seu negócio considerando o contexto atual. Estamos esperando dias melhores, mas enquanto isso não acontece, temos que fabricá-los, pensando de dentro para fora, usando o potencial interno e toda a experiência presentes na essência das nossas empresas.   

Autor do post: Uilker Benkendorf, consultor, coach e diretor da Florença Empresarial

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